ChocoPeople
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
domingo, 19 de dezembro de 2010
O Chocolate na cultura popular
Festividades
No mundo todo, o chocolate aparece como tradição em festividades populares. Na Páscoa, é presenteado em formato de ovos maciços ou ocos, recheados com pequenos brinquedos ou com doces variados. No Dia dos Namorados e no Dia das Mães, uma caixa de chocolates é um presente sugerido a quem quer demonstrar carinho. Também é um brinde usado em outras datas comemorativas, como no Natal e nos aniversários, quando surge ainda em forma de enfeites decorativos e também em bolos e docinhos.
Livros e filmes
O chocolate tem sido tema central de diversos livros famosos e suas versões cinematográficas. Em 1964, Roald Dahl publicou um livro infantil intitulado A Fantástica Fábrica de Chocolate. A história gira em torno de um menino pobre chamado Charlie que é convidado a visitar a maior fábrica de chocolates do mundo, propriedade de Willy Wonka. Duas adaptações do livro foram feitas para as telas de cinema.
Chocolate é um livro de 1999 escrito por Joanne Harris. Conta a história de Vianne Rocher, uma jovem mãe solteira, cujos chocolates mudam a vida das pessoas através da mágica dos ingredientes, sempre diferentes a cada receita e feitos quase como encomenda, tão apurados são os efeitos nas vidas das pessoas.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Benefícios
Hoje o consumo de chocolate tem altas doses de flavanols promove uma série de efeitos benéficos ao nosso corpo:
1) aumento dos níveis de óxido nítrico, considerado um dos principais combustíveis
para a saúde dos nossos vasos sanguíneos;
para a saúde dos nossos vasos sanguíneos;
2) redução da agregação das plaquetas, ação que é igual à da aspirina;
3) aumento dos níveis do HDL – nosso colesterol bom – entre outras ações
antioxidantes;
antioxidantes;
4) redução de marcadores de inflamação – lembrando que aterosclerose é
igual a inflamação;
igual a inflamação;
5) redução da resistência à insulina, facilitando sua ação nas células;
6) aumento do fluxo sanguíneo periférico (nos membros) e nas artérias do coração;
7) redução da pressão arterial;
8) aumento do fluxo sanguíneo cerebral e/ou atividade neuronal durante uma tarefa cognitiva. E os efeitos chegam até à pele, com aumento de sua microcirculação sanguínea e maior nível de fotoproteção.
Boa Noticia
O chocolate contém três componentes essenciais, hidratos de carbono, gorduras e proteínas, bem como vitaminas A, B1, B2, D e E, e ainda alguns minerais (cálcio, fósforo, potássio, magnésio e traços de ferro e cobre). É extremamente rico em ácidos gordos polinsaturados, especialmente quando associado a óleos de sementes como as nozes, as avelãs e as amêndoas. O conteúdo da gordura do chocolate é essencialmente de origem vegetal, o que significa que é pobre em colesterol, uma vez que o chocolate de leite contém apenas cerca de 3,5% de gordura láctica.
A presença de teobromina e vestígios de cafeína proporciona um moderado efeito estimulante nos sistemas nervoso e muscular.
O fato de o seu valor energético se encontrar à volta de 450-550 Kcal por cada cem gramas faz do chocolate um alimento altamente energético ideal para desportistas e para utilizar como snack. A associação do chocolate aos cereais (pão, biscoitos, cornflakes ou arroz tofado) faz com que a absorção dos hidratos de carbono presentes no chocolate aconteça de forma mais natural e mais gradual, tornando os snacks mais saudáveis.
Não se esqueça que o chocolate constitui uma parte muito pequena da dieta diária dos indivíduos, pelo que os mitos acerca da responsabilidade do chocolate no aumento de peso tem pouco significado. Mesmo na Suíça, que é o país com o consumo per capita maior do mundo, o chocolate representa apenas 5 a 10% do total da dieta. Nestas quantidades, o chocolate tem um efeito positivo no equilíbrio nutricional e mesmo os efeitos que lhes associamos no que respeita ao aumento de cáries dentárias não tem muito fundamento pois os estudos comprovam que o que é mesmo importante neste aspecto é a higiene dentária, uma vez que uma redução no consumo de doçarias e chocolates não provoca uma diminuição do número de cáries observadas.
Na verdade, do ponto de vista nutricional, não há dúvida que o chocolate é altamente energético, pois contém quantidades variáveis de açúcar e cerca de 30% de gordura, mas também contém proteínas e potássio.
A sensação de bem estar que o chocolate provoca está relacionada com a presença de substâncias como a feniletilamina, que existe naturalmente no nosso cérebro e que é libertada em condições de excitação emocional. O chocolate também contém estimulantes como a teobromina e a cafeína que aumentam o estado de vigília. A associação do efeito calmante ao chocolate tem como base o fato de o associarmos desde crianças, a conforto e recompensa. O
chocolate não é utilizado apenas pelo seu valor nutricional, mas também pelo prazer, comemoração, como presente e recompensa pela gratidão, pelo que o seu valor psicológico não é inferior ao nutricional.
A união do leite com o chocolate, aumenta sensivelmente o conteúdo em cálcio e permite conseguir um melhor equilíbrio entre este e o fósforo.
O chocolate é recomendado às crianças em idade de crescimento, especialmente o chocolate de leite. O seu consumo é também aconselhado a desportistas, trabalhadores que realizam grandes esforços e pessoas constitucionalmente magras, isto por ser um suplemento energético fácil e agradável de consumir.
Processo
O processo de transformar o cacau em chocolate começa na seleção e mistura dos grãos. Em geral são utilizadas diversas variedades de grãos. Todos os grãos são separados manualmente antes de começar a torrefação. E cada variedade de grãos é torrada separadamente. Os grãos são colocados numa máquina para remover a casca externa e separar a semente triturada. Essa semente é o produto básico usado na produção de chocolate.
A semente então passa pelo misturador. Esta máquina tem um dispositivo de granito que roda sobre uma plataforma de aço ou de pedra para amassar a semente triturada até obter uma pasta espessa. Nesta etapa são acrescentados açúcar e baunilha.
O licor de chocolate, tirado do misturador, é transferido para uma espécie de concha muito quente. Este processo leva algumas horas. Essa espécie de concha assegura que a mistura do líquido está homogênea.
O chocolate líquido sofre várias horas de controle térmico. O licor de chocolate é aquecido para depois ser esfriado em etapas. Esse processo estabiliza os cristais de manteiga de cacau, para conseguir um tamanho uniforme e para deixar o chocolate brilhante e com uma boa consistência. As etapas finais são a moldagem, o esfriamento e o empacotamento do chocolate.
História do Chocolate
A saga do chocolate começa, pra valer, a partir do descobrimento da América, pois até 1492 o Velho Mundo nada sabia sobre o delicioso e extraordinário alimento. Cristóvão Colombo, retornando triunfante de suas conquistas no Novo Mundo, apresentou à corte do Rei Ferdinando e da Rainha Isabella algumas sementes de cacau - mas pouco ou nenhuma importância lhes foi dada à época.
Admite-se que os índios astecas foram os primeiros chocólatras conhecidos da história. Eles coletavam sementes de cacau e faziam uma infusão que acreditavam ser um poderoso afrodisíaco, chamada "chocolate" (líquido quente). O imperador asteca Montezuma chegava a beber mais de 50 porções por dia - e cuidava sempre de tomar uma dose extra antes de entrar no seu harém. Isto fez com que Cortez, o conquistador europeu, e seus homens acreditassem que o chocolate poderia intensificar sua performance sexual.
Ao retornar à Espanha em 1528, Cortez presenteou o Rei Carlos V com algumas preciosas sementes de cacau - e a partir daí, ochocolate começou definitivamente a fazer sua história, tornando-se tão popular e
valioso na Espanha que sua produção foi mantida em segredo por mais de um século. A escassez de chocolate durante o século XVII fez com que este se tornasse um presente de excepcional valor. Contudo, os monges monastéricos espanhóis, responsáveis pela manufatura do líquido, não conseguiram escondê-lo por muito mais tempo.
Acredita-se que o chocolate tenha chegado à Grã-Bretanha na segunda metade do século XVII, sendo que a primeira "fábrica" de chocolate inglesa surgiu em 1657. Pouco à pouco, a produção artesanal deu lugar à
produção em massa, e por volta de 1730 seu preço já era acessível a boa parte da população. A invenção da prensa de cacau em 1828 diminuiu ainda mais os custos de produção.
Quando a princesa Maria Teresa da Espanha foi prometida em casamento ao rei Luís XVI, da França, ela enviou-lhe chocolate de presente em uma cesta ornamentada. Mais tarde, sua fixação por chocolate tornou-se tão intensa que ela contratou seu próprio chocolatier.
Durante boa parte do século XIX, o chocolate continuou a ser consumido exclusivamente na forma líquida - mas a partir de 1861 passou a ser vendido na forma sólida, acondicionado em caixas com formato de coração. E apenas em 1876, em Vevei, na Suíça, o chocolatier Daniel Peter desenvolveu a técnica de adição de leite ao chocolate, criando o produto final que consumimos até hoje.
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